13 de fev. de 2010

12 de fev. de 2010

Nautilidae



Os nautilóides (Nautilidae) são cefalópodes marinhos arcaicos que foram muito abundantes no Paleozóico, existindo ainda um género vivo — o náutilo — que vive no sudoeste do Oceano Pacífico.

Têm uma cabeça dotada de olhos bem desenvolvidos com braços preênsis. São nectónicos (nadadores activos), tendo uma concha formada por uma série de câmaras separadas por tabiques; estas comunicam entre si por orifícios sifonais, os sifúnculos. O animal ocupa a última câmara e as outras, cheias de gás, fazem de flutuadores.

No Baixo Mondego são fósseis relativamente raros, encontrando-se nas unidades do Jurássico médio e inferior, assim como na base do Cretácico superior.

Dizemos que, por apresentar o corpo segmentado em forma de espiral, o nautilus é um dos seres vivos que apresenta a razão áurea em seu desenvolvimento, sendo assim chamado de Espiral de Ouro.

Laonastes aenigmamus


classificado pela primeira vez por cientistas em um mercado de alimentos em Laos. Os pesquisadores afirmam que essa espécie é uma das únicas descendentes de um grupo de roedores que desapareceu há 11 milhões de anos.

O Kha-nyou ou Rato-da-pedra-laociano (Laonastes aenigmamus) é um roedor da região Khammouan do Laos. A espécie foi descrita pela primeira vez num artigo de 18 de Abril de 2005 por Jenkins e colegas que o consideraram diferente de todos os outros roedores que já existiam, de modo que criaram uma nova família para ele, a família Laonastidae.

Os descobridores acreditam que este especime constitui um elo para a solução de uma questão intrigante da Biologia Animal: como foi que roedores como as cobaias e seus parentes chegaram ao continente sul-americano em épocas em que o bloco continental estava cercado por oceanos.

Uma revisão da classificação da espécie sugere que esta possa pertencer à família Diatomyidae

Nasikabatrachus sahyadrensis


Nasikabatrachus sahyadrensis é uma espécie de anfíbio anuro endémica do Sul da Índia. A espécie foi descoberta em Outubro de 2003 e é considerada um fóssil vivo.

Os membros desta espécie têm uma cor violeta e cerca de 7 cm de comprimento. Passam a maior parte do ano no subsolo.

A Nasikabatrachus sahyadrensis foi inicialmente classificada numa família própria, Nasikabatrachidae, mas é hoje em dia considerada como espécie da família Sooglossidae.

Monoplacophora


Os Monoplacophora (do grego monos, um + plax, placa + phora, portador) são uma classe de moluscos que se julgava extinta, até que em 1952 foi recolhido de sedimentos marinhos de grande profundidade um espécimen vivo, na região do Golfo do Panamá. O nome "Monoplacophora" significa 'portador de uma placa'. Vivem em fundos oceânicos profundos.

Muito pouco é conhecido acerca deste grupo de animais. Possuem um única concha arredondada de simetria bilateral e assemelham-se aos quitones (Classe Polyplacophora). A sua concha é muitas vezes fina e frágil. O apex da concha é anterior.

Os segmentos corporais apresentam uma repetição primitiva, com órgãos similares em vários segmentos. Esta organização assemelha-se à existente em alguns anelídeos, sugerindo assim uma ligação evolutiva entre este e os moluscos.

Movimentam-se através de um pé circular. A respiração é executada por 5 ou 6 pares de guelras, existentes de cada lado do corpo. A sua cabeça é reduzida e não possui olhos nem tentáculos. Alimentam-se de lama e detritos.

Neopilina galatheae foi a primeira espécie a ser descoberta. Espécimenes anteriores datavam esta espécie do Paleozóico. Estes moluscos têm entre 0,5 e 3,0 cm de comprimento.

Os gêneros recentes ocorrem em águas profundas do pacífico, Atlântico Sul e Índico. Parecem se alimentar de dedritos orgânicos sobre substrato não consolidado.

Crinoidea


Os crinóides apareceram no Ordovícico, evoluindo a partir dos Eocytidea, um grupo de equinodermes primitivos. O grupo diversificou-se rapidamente por todos os ambientes marinhos e tornou-se abundante. No final do Paleozóico há 251 milhões de anos, os crinóides foram seriamente afectados durante a Extinção Permo-Triássica, uma extinção em massa que vitimou cerca de 90% da biodiversidade marinha. O grupo, no entanto, não se extinguiu como um todo e sobreviveu para observar nova radiação adaptativa no Mesozóico. As formas mesozóicas diferem das anteriores pela presença de braços flexíveis e por serem essencialmente de vida livre.

Brachiopoda


Brachiopoda (do latim brachion, braço + podos, pé) é um filo do reino Animalia. Os braquiópodes são animais solitários, exclusivamente marinhos e bentónicos. O corpo mole está incluso numa carapaça composta por duas valvas, à semelhança dos moluscos bivalves, no entanto os dois grupos são bastante distintos. A concha, de natureza fosfatada ou carbonatada, pode apresentar ornamentações diversas. O grupo é representado por cerca de 4.500 gênero, dos quais apenas 120 são viventes, a maioria dos géneros extintos são do Paleozóico.

Wollemia nobilis


Wollemia nobilis é o único membro vivo do seu género. Os últimos fósseis do género datam de há aproximadamente 2 milhões de anos. Como tal, é descrito como um fóssil vivo.

Conhecem-se menos de cem árvores em estado selvagem, em três locais próximos uns dos outros. É muito difícil contá-los pois a maioria das árvores possui vários caules e podem ter um sistema radicular único. Testes genéticos mostraram que todos os espécimes são geneticamente idênticos, sugerindo que a espécie pode ter atravessado um gargalo genético durante o qual a população se tornou tão escassa (possivelmente apenas um ou dois indivíduos) que toda a variabilidade genética se perdeu.

A descoberta, provavelmente no dia 10 de setembro de 1994, por David Noble, um funcionário do Parque Nacional Wollemi em Wentworth Falls, nas Montanhas Azuis, aconteceu apenas devido às suas capacidades de caminhada e escalada. Noble possuía bons conhecimentos de botânica, e rapidamente reconheceu as árvores como incomuns e merecedoras de investigação adicional. Regressando com espécimes e esperando que alguém fosse capaz de identificar as plantas, Noble depressa descobriu que eram novas para a ciência.Seriam necessários estudos adicionais para estabelecer a sua relação com as outras coníferas. A suspeita inicial era que tinha certas caraterísticas da família Araucariaceae, mas não era similar a nenhuma das espécies vivas dessa família. A comparação entre Araucariáceas vivas e fossilizadas provou que se tratava de um membro daquela família, tendo sido colocada num novo género junto de Agathis e Araucaria. Fósseis parecidos com Wollemia e possivelmente relacionados com ele, são comuns na Austrália, Nova Zelândia e Antártica, mas a Wollemia nobilis é o único membro vivo do seu género.

Metasequoia


Metasequoia é um género de conífera pertencente à família Cupressaceae, que tem uma única espécie viva (Metasequoia glyptostroboides).

A metasequoia caracteriza-se pela sua ramagem frondosa que muda de cor segundo as estações: verde-claro na primavera, azul no verão, amarelo no outono e vermelho no Inverno. Nos inícios do período Cretáceo da era do Mesozóico, há cem milhões de anos, a metasequoia espalhava-se pelo leste da Ásia, América do Norte e Europa. Devido à ação dos glaciares no Quaternário, esta espécie quase se extinguiu.

Em 1941, na China, descobriram-se mais de mil árvores de metasequoia na zona fronteiriça do Sichuan-Hubei, o que constituiu uma das maiores descobertas botânicas do mundo. A árvore passou então a ser chamada fóssil vivo. A metasequoia, que cresce rapidamente, fornece madeira de boa qualidade, excelente material para a construção. Esta árvore é muito útil tanto para a arborização como para a ornamentação dos jardins. A espécie chinesa foi introduzida nos Estados Unidos em 1947. Depois da revolução da China em 1949, o número de metasequoias multiplicou-se. Atualmente é largamente cultivada tanto na China como no estrangeiro, mas permanece em estado crítico de conservação no meio natural, segundo a IUCN.

Equisetum


As cavalinhas são plantas vasculares, perfazendo cerca de 16 espécies de plantas do gênero Equisetum. Este gênero é o único na família Equisetaceae, a qual por sua vez é a única família da ordem Equisetales e da classe Equisetopsida (também conhecida como Arthrophyta em livros antigos), embora algumas análises moleculares recentes coloquem este gênero dentro das Pteridophytas, relacionando-as aos Marattiales. Estes dados moleculares, contudo, são ainda ambíguos. Outras classes e ordens de Equisetophyta são conhecidas a partir de informação fóssil, pois eles foram importantes membros da flora durante o período Carbonífero

O gênero é comum nas cidades e está presente em todos continentes exceto Austrália e Antártica. Elas são plantas perenes e herbáceas, secando no inverno (para a maioria das espécies temperadas) ou sempre verde (para algumas espécies tropicais, e a espécie temperada Equisetum hyemale). A maioria delas cresce 0,2 – 1,5 m de altura, embora a E. telmateia possa excepcionalmente alcançar 2,5 m, e a espécie tropical E. giganteum 5 m, e E. myriochaetum 8 m.

Nestas plantas, as folhas são muito reduzidas, mostrando-se inicialmente como pequenas inflorescências translúcidas. Os caules são verdes e fotossensíveis, apresentando como características distintas o fato de serem ocos, com juntas e estrias.

Considera-se que esta planta tem mais de 300 milhões de anos sendo assim, comparativamente, uma das formas de vida vegetal mais antigas do mundo.

Ginkgo biloba

Existem hoje em praticamente todos os continentes da terra e no Brasil há exemplares produzidos de sementes, e não estão em extinção.



Ginkgo biloba, de origem chinesa, é uma árvore considerada um fóssil vivo. É símbolo de paz e longevidade, por ter sobrevivido as explosões atômicas no Japão. Foi descrita pela primeira vez pelo médico alemão Engelbert Kaempfer, por volta de 1690, mas só despertou o interesse de pesquisadores após a Segunda Guerra Mundial, quando perceberam que a planta tinha sobrevivido à radiação em Hiroshima, brotando no solo da cidade devastada.

Espécie vegetal que combate os radicais livres e auxilia na oxigenação cerebral, dentre diversas plantas que funcionam na medicina alternativa.

Nomes populares: Nogueira-do-Japão, árvore-avenca, ou simplesmente ginkgo.

São árvores caducas, que perdem todas as folhas no inverno e atingem uma altura de 20-35 m (alguns espécimes, na China, chegam a atingir os 50 m). Foram durante muito tempo consideradas extintas no meio natural, mas sabe-se hoje em dia que existem duas pequenas zonas na província de Zheijian (China) que albergam exemplares desta espécie.


Smilodon



Smilodon, popularmente conhecido como Tigre-dentes-de-sabre, é um felino extinto, pertencente à subfamília Machairodontinae.

Apesar de comum, esta nomenclatura é incorrecta, porque o Smilodon não é um antecessor do tigre, nem lhe está directamente associado.

O Smilodon surgiu no Plioceno (três milhões de anos atrás), sendo provavelmente um descendente do dente de sabre mais antigo Megantereon, e viveu na América do Norte e América do Sul até há dez mil anos.

O gênero Smilodon foi descrito em 1841 pelo naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund, que encontrou os primeiros fósseis da espécie Smilodon populator nas cavernas de Lagoa Santa (Minas Gerais).

Estes felinos variavam bastante em tamanho, mas a espécie maior, sul-americana, Smilodon populator tinha exemplares que mediam mais de três metros de comprimento e pesavam cerca de 400 quilogramas, sendo maiores e mais robustos do que um leão adulto.

Eram estritamente carnívoros, e os seus dentes caninos superiores podiam medir até vinte centímetros de comprimento. Possuiam uma articulação especial da mandíbula que a permitia abrir num ângulo de até 95°.

Parece que este desenvolvimento dos caninos permitia ao animal, que possuía patas dianteiras extremamente musculosas para imobilizar a presa, dar uma mordida na garganta da sua vítima que rompia rapidamente os vasos sanguíneos e fechava a traquéia, acelerando a morte e evitando cuidadosamente uma mordida na coluna que faria com que os caninos se partissem ao chocarem-se contra ossos.

Subsidiariamente, os incisivos destes animais encontravam-se projetados para a frente, para permitir-lhes cortar a carne de suas presas já mortas sem lesionar os seus caninos, o que fazia com que estes felinos apresentassem uma face mais comprida do que as espécies modernas do mesmo porte.

Há evidências de que os Smilodon tivessem um comportamento de grupo, semelhante ao dos leões, dado que exemplares fósseis apresentam fraturas consolidadas, evidenciando que possam ter partilhado de presas abatidas por outros exemplares da espécie até se curarem de suas lesões.

A maioria dos fósseis de Smilodon, em diversos estados de preservação, vem dos poços de betume de La Brea em Los Angeles (EUA).

11 de fev. de 2010

formiga género Gracilidris ,desapareceu do mapa há 15 a 20 milhões de anos, mas continua viva


Fossilizada em âmbar, a formiga Gracilidris foi datada de 15 a 20 milhões de anos. Como este era o único fóssil identificado desta espécie, presumiu-se que o género Gracilidris estivesse extinto, há milhões de anos.

Para surpresa das surpresas, uma mirmecologista (especialista na área das formigas), familiarizada com o fóssil primitivo da formiga, reconheceu as suas características numa colónia de formigas vivas, na América do Sul. Conclusão… a Gracilidris, como tantos outros animais considerados extintos até serem encontrados vivos, não desapareceu do mapa há 15 a 20 milhões de anos, mas continua viva… a trabalhar que nem uma formiga. A descoberta foi publicada na revista Zootaxa, que trata das diferentes taxonomias de animais.

Gracilidris é um gênero de formigas Dolichoderinae com o comportamento noturno; pensado para ter sido extintas 15-20 milhões de anos atrás, eles foram encontrados no Paraguai, Brasil e Argentina e foi descrito em 2006. O fóssil único existente em Dominican amber permitido o táxon Lazarus para este gênero. A única espécie existentes, Gracilidris pombero, ninhos em pequenas colônias no solo. Estas formigas têm sido descritos apenas muito recentemente e pouco se sabe sobre eles.

descobertos dois fósseis de um caranguejo-ferradura


Recentemente, foram descobertos dois fósseis de um caranguejo-ferradura em rochas que os evolucionistas acreditam ter 445 milhões de anos. Estes fósseis estavam tão bem preservados (consistente com a rápida fossilização que exige o Dilúvio bíblico) que até “havia evidência dos seus complexos olhos”. Esta descoberta puxa o aparecimento do caranguejo-ferradura apenas 100 milhões de anos para trás.

Eis o que disse o investigador David Rudkin do Royal Ontario Museum, no Canadá: “Não esperávamos necessariamente que os caranguejos-ferradura se parecessem com os modernos, mas é exactamente o que acontece”. O investigador elogiou o design destes animais, no entanto, atribuiu-o a eles próprios: “Este plano corporal que eles inventaram permaneceu com eles quase meio bilião de anos.

Descoberto fóssil de tartaruga grávida com 75 mi de anos


Paleontólogos descobriram nos Estados Unidos o fóssil de uma tartaruga que morreu há 75 milhões de anos quando estava prestes a ser mãe, segundo informações divulgadas neste sábado pela agência AP. Pesquisadores da Universidade de Montana afirmaram que o fóssil é da primeira tartaruga pré-histórica grávida encontrada no país.
Pelos menos três ovos são visíveis na ossada e uma tomografia computadorizada irá auxiliar nas análises para identificar se existem mais no interior. Os cientistas acreditam que a tartaruga provavelmente estava dando à luz quando morreu e acabou sepultada por milhões de anos em uma pedra de arenito.

O fóssil foi descoberto em 2006, no Estado de Utah, em uma área de canyons que é patrimônio histórico nacional, o Grand Staircase.

Chlamydoselachidae. Esta espécie de tubarão, que se julgava extinta




O tubarão-cobra (Chlamydoselachus anguineus) é uma espécie de tubarão da família Chlamydoselachidae.

Esta espécie, que se julgava extinta, tem cerca de dois metros de comprimento e habita águas em profundidades que vão desde 600 a 1000 metros. Tem uma importância econômica reduzida (pesca).[1]

Um exemplar fêmea foi filmado em 24 de janeiro de 2007 numa raríssima aparição em águas pouco profundas do litoral do Japão, próximo à cidade de Shizuoka. No entanto, o espécime se encontrava em péssimo estado físico e morreu horas após ser coletado.[2]

O tubarão-cobra é uma das criaturas mais antigas já encontradas vivas nos dias de hoje. Já foram encontrados fósseis deste animal com cerca de 80 milhões de anos.

Os celacantos fósseis do período Cretáceo vivos


Os celacantos são peixes muito especiais e, quando foram descobertos, foram considerados fósseis vivos. A sua característica mais importante é a presença de barbatanas pares (peitorais e pélvicas) cujas bases são pedúnculos que se assemelham aos membros dos vertebrados terrestres e se movem da mesma maneira. São os únicos representantes vivos da ordem Coelacanthiformes

O Celacanto era considerado extinto até que o primeiro espécimen vivo foi encontrado na costa leste da África do Sul, em 25 de dezembro de 1938. Nesta época, já se conheciam cerca de 120 espécies de Coelacanthiformes que eram considerados fósseis indicadores, ou seja, indicando a idade da rocha onde tinham sido encontrados. Todos esses peixes se encontravam extintos desde o período Cretáceo.

Atualmente, já se conhecem populações destes peixes na costa oriental da África do Sul, ilhas Comores (no Canal de Moçambique, também no Oceano Índico ocidental) e na Indonésia e decorre um programa de investigação internacional com o objectivo de aumentar o conhecimento sobre os celacantos, o South African Coelacanth Conservation and Genome Resource Programme (Programa Sul-Africano para a Conservação e Conhecimento do Genoma do Celacanto, ver abaixo).

Cientista quer recriar dinossauros a partir de galinhas


as aves são descendentes diretos dos répteis grandalhões. Segundo Larsson, para realizar a experiência é preciso isolar um gene específico da galinha durante o desenvolvimento do embrião. Assim, seria possível selecionar certas características básicas da anatomia de um dinossauro.

Horner decidiu aplicar os princípios da engenharia reversa para desconstruir o DNA das aves, até chegar a algo parecido com um dinossauro. “As aves não têm dentes nem cauda, mas carregam o DNA dos dinossauros”, diz Horner. Os genes dos répteis gigantes do passado continuam preservados no genoma das aves. Eles só foram desativados ao longo da evolução.

“Quando for possível localizar esses genes, eles poderão ser reativados. Nos primeiros estágios de desenvolvimento, o embrião de um pintinho desenvolverá traços parecidos com os dos dinossauros, como uma longa cauda, dentes e braços com garras de três dedos.” Eis a tese defendida por Horner em Como construir um dinossauro – A extinção não precisa ser para sempre

eras terrestres


Os primeiros 700 milhões dos 4,5 bilhões de anos de vida da Terra são conhecidos como “período hadeano”, em referência a Hades ou, para deixar de lado o nome grego antigo, o inferno. O nome parecia se enquadrar bem à percepção comum de que a Terra em seus primórdios era uma paisagem seca, quente e desolada, entremeada por mares de magma, ambientes incapazes de sustentar vida. Ainda que algum organismo tivesse surgido, teria em breve sido extinto pela conflagração gerada pelo choque de um dos gigantescos meteoritos que colidiram com o planeta na era em que o jovem Sistema Solar estava ainda repleto de detritos.

As cicatrizes na superfície da Lua mostram um temporal de impactos durante o período conhecido como Bombardeio Pesado tardio. A Terra deve ter recebido bombardeio ainda mais intenso, e até recentemente a crença dominante era de que a vida não poderia ter emergido no planeta antes do final desse bombardeio, cerca de 3,85 bilhões de anos atrás.

Norman Sleep, professor de geofísica na Universidade Stanford, relembra que em 1986 ele apresentou um estudo que calculava a probabilidade de que a vida sobrevivesse a um desses gigantescos impactos iniciais. O estudo foi sumariamente rejeitado porque um crítico afirmou era evidente que nada poderia estar vivo então. Mas a avaliação agora mudou.

“Nós imaginávamos saber algo que na verdade não sabíamos”, disse T. Mark Harrison, professor de geoquímica na Universidade da Califórnia em Los Angeles. “Em retrospecto, não existiam provas. E novas provas sugeriram uma nova visão quanto aos primórdios da Terra”. Ao longo dos últimos 10 anos, a análise mineralógica de pequenos e resistentes cristais conhecidos como zircônios, incrustados em antigas rochas australianas, traça um retrato do período hadeano que “é completamente incompatível com o mito que criamos”, disse Harrison.

Os geólogos hoje concordam quase universalmente que, há 4,2 bilhões de anos, a Terra era um lugar bastante plácido, contendo terra e oceanos. Em lugar de ser infernalmente quente, o planeta talvez vivesse congelado. Porque o Sol ainda novo difundia 30% menos energia do que o total atual, as temperaturas do planeta talvez fossem baixas o bastante para que certas porções de sua superfície vivessem cobertas de gelo.

Na nova análise, publicada pela revista Nature, os zircônios - as únicas porções da Terra com idade superior a quatro bilhões de anos cuja sobrevivência é conhecida - ofereceram outro indício fascinante sobre o período hadeano. Harrison e dois de seus colegas, Michelle Hopkins, aluna de pós graduação, e Craig Manning, professor de geoquímica e geologia na universidade, reportaram que os minerais aprisionados no interior dos zircônios oferecem indícios de que os processos das placas tectônicas - as forças que movem a camada externa do planeta, dando forma a continentes e oceanos - já haviam começado, então.

“O quadro que está emergindo é o de um mundo aquático com processos normais de reciclagem de rochas”, disse Stephen Mojzsis, professor de geologia na Universidade do Colorado que não participou da pesquisa. “E esse é um pensamento reconfortante quanto à origem da vida”.

Com as antigas opiniões sobre o período hadeano, a origem da vida na Terra representava um sério problema. Os indícios de vida mais antigos - e ainda muito disputados - foram encontrados em rochas datadas de 3,83 bilhões de anos, na Groenlândia. As rochas mostram alteração nas proporções relativas de carbono-12, a forma usual do carbono, e carbono-13, uma forma menos comum mas estável do material. Esse alteração é atribuída à presença de microorganismos, que tenderiam a se concentrar no carbono mais leve.

O que era surpreendente, e talvez difícil de acreditar, na velha teoria era que a vida teria começado assim que acabou o Bombardeio Pesado Tardio, aparentemente surgindo no primeiro instante em que se tornou possível. Já a nova visão sobre os primórdios da Terra indica que a vida poderia ter surgido centenas de milhões de anos mais cedo. “Isso significa que a porta está aberta para uma longa e lenta evolução química”, disse Mojzis. “O palco estava preparado para a vida 4,4 bilhões de anos atrás, mas não sei se os atores haviam chegado”.

A revolução nos estudos sobre os primórdios da Terra deriva principalmente do estudo de rochas encontradas no oeste da Austrália. As rochas têm três bilhões de anos, mas contêm zircônios ainda mais antigos. Os zircônios, feitos primordialmente de zircônio, oxigênio e silício, são extremamente duros e resistentes, e podem sobreviver a condições que erodem, derretem ou transformam as rochas que o cercam.

Os zircônios também contêm urânio suficiente para que se possa datá-los precisamente pelo decaimento de urânio. Em 2001, dois grupos, o de Harrison e o de John Valley, da Universidade do Wisconsin, reportaram que os zircônios australianos foram formados durante o período hadeano, há até 4,4 bilhões de anos, e mais tarde incorporados por rochas mais novas, datadas de três bilhões de anos.

No estudo, os pesquisadores estudaram pequenos grãos minerais aprisionados nos zircônios entre quatro bilhões e 4,2 bilhões de anos atrás, quando de sua formação. Pela mistura de elementos, eles conseguiram calcular a profundidade e temperatura da cristalização - 24 km de profundidade e 700°C. O cálculo mostra que o fluxo de calor daquela parte da Terra seria de 75 miliwatts por m².

O total é baixo demais. A Terra durante o período hadeano deveria ter apresentado fluxo de calor equivalente a três vezes o total calculado, o que indica a presença de uma área mais fria, como uma zona de subdução, uma parte mais fria da crosta terrestre. Mas zonas de subducção só podem existir caso o processo de interação das placas tectônicas já tenha começado.

Mojzis diz que “hadeano” ainda assim pode ser um nome adequado para o período inicial da História da Terra. O conceito dos antigos gregos sobre o inferno não envolvia fogo e enxofre. “Hades era um lugar escuro, frio e misterioso”, ele diz. “E o período hadeano parece merecer o adjetivo”.

Achado fóssil de aranha com 165 mi de anos



Fósseis de aranha encontrados na China têm detalhes muito bem preservados

Elas caminharam com os dinossauros, mas os detalhes gravados na rocha mostram que as aranhas da era Jurássica eram muito parecidas com suas descendentes modernas.

A série de fósseis de aranhas de 165 milhões de anos encontrada em Daohugou, no norte da China, impressionou os pesquisadores por estar extremamente bem preservada - afinal, vestígios de aranhas são muito raros, uma vez que seus corpos macios não são fossilizados tão facilmente.

O corpo dos animais encontrados, sem contar as patas, tem cerca de 2,5 milímetros; eles viviam em ambientes áridos, se alimentavam de praticamente qualquer coisa menor que si mesmos e saiam à noite – hábitos idênticos aos observados nas aranhas atuais da mesma família.

Nos fósseis, inclusive, é possível ver os pelos muito finos usados para detectar a vibração do ar.

Para Paul Saden, Professor Benemérito da Universidade do Kansas e um dos autores do estudo, o local em que os animais estavam permitiu este nível de preservação. “Eram cinzas vulcânicas, um material muito fino”, explica. “Quando a rocha foi comprimida, a delicadeza das cinzas permitiu que todos os detalhes fossem mantidos. Se fosse areia, por exemplo, cujos grãos são mais grossos, não teríamos tanta sorte”.

Foi o colega chinês de Saden, Diying Huang, do Instituto de Geologia e Paleontologia de Nanjing, quem encontrou os fósseis. Ele procurou o professor americano em 2008, mas só no final do ano passado a dupla terminou de descrever as Eoplectreurys gertschi. As seis aranhas encravadas na mesma rocha foram descritas este mês na Naturwissenschaften.

A espécie pertence a uma família moderna, a Plectreuridae, que vive atualmente em locais áridos como a Califórnia, Arizona e México. As semelhanças entre os fósseis e as atuais aranhas dessa família são tantas que é quase como se elas não tivessem mudados em milhões de anos.

“Alguns animais, quando acham um nicho próprio, tornam-se adaptados a ele. Se o habitat não muda, não há motivo para mudar, e este parece o caso das Plectreuridae”, explica Paul Saden, que há mais de 30 anos trabalha com os aracnídeos.

“Já as aranhas que pulam, por exemplo, são um fenômeno recente – têm cerca de 40 milhões de anos. Elas evoluem e se diversificam rapidamente. A evolução acontece, mas em algumas linhagens os animais permanecem quase os mesmos


Descoberta a cor de dinossauros

Sinosauropteryx possuíam tons laranjas em suas penas primitivas

Fóssil do dinossauro Sinosauropteryx, pouco maior do que um peru moderno.



Uma equipe de cientistas conseguiu evidências físicas da cor existente em dinossauros. A pesquisa publicada,descreve as primeiras provas concretas, e também descreve os tons em pássaros primitivos – que, de acordo com as teorias mais aceitas, teriam evoluído a partir de dinossauros.Liderada pelo professor de paleontologia Mike Benton, da Universidade de Bristol, a equipe de cientistas descobriu que o Sinosauropteryx tinha precursores de penas em anéis alternadamente laranjas e brancos ao longo da cauda, e que o pássaro primitivo Confuciusornis, tinha padrões brancos, pretos e laranja-amarronzados.

Os fósseis mostram também que as penas primitivas do Sinosauropteryx estavam presentes em apenas algumas partes de seu corpo – uma risca que atravessava as costas e descia pela cauda – e que, portanto, não poderiam ter uma grande função na termoregulação.

Isso sugere que elas surgiram como agentes de disposição de cor e, só depois, ao longo da evolução, se tornaram úteis para vôo e regulação. A descoberta ajuda a esclarecer que as penas surgiram antes das asas, o que significa que não se originaram como estruturas de vôo.

Os fósseis analisados, no nordeste da China, viveram há mais de 100 milhões de anos. Pela primeira vez, uma equipe conduziu neste tipo de vestígio um estudo de organelas específicas, responsáveis por carregar as cores nas estruturas das penas e cabelos de pássaros e mamíferos modernos.