8 de mai. de 2010

Elysia chlorotica animal que faz fotossíntese



Uma equipa de cientistas norte-americanos da Universidade da Flórida do Sul, descobriu o primeiro animal que consegue realizar a fotossíntese, algo que até agora era exclusivo das plantas.
A Elysia chlorotica é uma lesma do mar de cor verde, que habita a costa este dos Estados Unidos e Canadá.

A lesma era conhecida por “roubar” os genes das algas de que se alimenta, as Vaucheria litorea. Desta forma obtinha os cloroplastos – estruturas de cor verde características de células vegetais que permitem a conversão da luz solar em energia –, armazenando-os nas células que cobrem os seus intestinos.
No entanto, os últimos estudos da equipa de cientistas revelam que o molusco marinho desenvolveu as suas capacidades químicas, permitindo-lhe fabricar clorofila – pigmento que captura a luz solar - sem necessitar de roubar aos seus alimentos.

Os investigadores utilizaram um sofisticado equipamento radioactivo que comprova a produção dos pigmentos foto sintéticos de forma autónoma.
Na lesma marinha, os cloroplastos extraídos permanecem activas durante um ano, o que significa que, no caso de uma lesma jovem se alimentar uma vez das algas Elysia chlorotica e tiver acesso à luz solar, não tem necessidade de voltar a comer durante a sua vida.

De acordo com a equipa de cientistas, durante o estudo, que será publicado na revista ‘Symbiosis’, foram encontrados exemplares da Vaucheria litorea que não se alimentavam há pelo menos cinco meses.

Hydrocynus goliath


(Hydrocynus goliath) com mais de 36 kg no rio Congo, na África. No documentário River Monsters, produzido pelo Animal Planet, o animal parece falso, mas é real e chama a atenção pelos longos e afiados dentes

13 de fev. de 2010

12 de fev. de 2010

Nautilidae



Os nautilóides (Nautilidae) são cefalópodes marinhos arcaicos que foram muito abundantes no Paleozóico, existindo ainda um género vivo — o náutilo — que vive no sudoeste do Oceano Pacífico.

Têm uma cabeça dotada de olhos bem desenvolvidos com braços preênsis. São nectónicos (nadadores activos), tendo uma concha formada por uma série de câmaras separadas por tabiques; estas comunicam entre si por orifícios sifonais, os sifúnculos. O animal ocupa a última câmara e as outras, cheias de gás, fazem de flutuadores.

No Baixo Mondego são fósseis relativamente raros, encontrando-se nas unidades do Jurássico médio e inferior, assim como na base do Cretácico superior.

Dizemos que, por apresentar o corpo segmentado em forma de espiral, o nautilus é um dos seres vivos que apresenta a razão áurea em seu desenvolvimento, sendo assim chamado de Espiral de Ouro.

Laonastes aenigmamus


classificado pela primeira vez por cientistas em um mercado de alimentos em Laos. Os pesquisadores afirmam que essa espécie é uma das únicas descendentes de um grupo de roedores que desapareceu há 11 milhões de anos.

O Kha-nyou ou Rato-da-pedra-laociano (Laonastes aenigmamus) é um roedor da região Khammouan do Laos. A espécie foi descrita pela primeira vez num artigo de 18 de Abril de 2005 por Jenkins e colegas que o consideraram diferente de todos os outros roedores que já existiam, de modo que criaram uma nova família para ele, a família Laonastidae.

Os descobridores acreditam que este especime constitui um elo para a solução de uma questão intrigante da Biologia Animal: como foi que roedores como as cobaias e seus parentes chegaram ao continente sul-americano em épocas em que o bloco continental estava cercado por oceanos.

Uma revisão da classificação da espécie sugere que esta possa pertencer à família Diatomyidae

Nasikabatrachus sahyadrensis


Nasikabatrachus sahyadrensis é uma espécie de anfíbio anuro endémica do Sul da Índia. A espécie foi descoberta em Outubro de 2003 e é considerada um fóssil vivo.

Os membros desta espécie têm uma cor violeta e cerca de 7 cm de comprimento. Passam a maior parte do ano no subsolo.

A Nasikabatrachus sahyadrensis foi inicialmente classificada numa família própria, Nasikabatrachidae, mas é hoje em dia considerada como espécie da família Sooglossidae.

Monoplacophora


Os Monoplacophora (do grego monos, um + plax, placa + phora, portador) são uma classe de moluscos que se julgava extinta, até que em 1952 foi recolhido de sedimentos marinhos de grande profundidade um espécimen vivo, na região do Golfo do Panamá. O nome "Monoplacophora" significa 'portador de uma placa'. Vivem em fundos oceânicos profundos.

Muito pouco é conhecido acerca deste grupo de animais. Possuem um única concha arredondada de simetria bilateral e assemelham-se aos quitones (Classe Polyplacophora). A sua concha é muitas vezes fina e frágil. O apex da concha é anterior.

Os segmentos corporais apresentam uma repetição primitiva, com órgãos similares em vários segmentos. Esta organização assemelha-se à existente em alguns anelídeos, sugerindo assim uma ligação evolutiva entre este e os moluscos.

Movimentam-se através de um pé circular. A respiração é executada por 5 ou 6 pares de guelras, existentes de cada lado do corpo. A sua cabeça é reduzida e não possui olhos nem tentáculos. Alimentam-se de lama e detritos.

Neopilina galatheae foi a primeira espécie a ser descoberta. Espécimenes anteriores datavam esta espécie do Paleozóico. Estes moluscos têm entre 0,5 e 3,0 cm de comprimento.

Os gêneros recentes ocorrem em águas profundas do pacífico, Atlântico Sul e Índico. Parecem se alimentar de dedritos orgânicos sobre substrato não consolidado.